ZE CARLOS
(José Carlos Batista dos Santos)

Começou sua carreira de músico em 1965 tocando guitarra em bailes no Rio de Janeiro. Mais tarde, por volta de 1967, convidado a participar, ingressa no “Lafayete e seu Conjunto”, onde iniciou seu trabalho de músico profissional. O conjunto fez muito sucesso, e projetou músicos que hoje são reconhecidos nacionalmente. Em seguida, juntamente com Salvador, Rubão Sabino, Oberdan, Darci da Cruz, Luiz Carlos, Serginho Trombone e Mariah fundaram o “Grupo Dom Salvador e Abolição”, uma banda de músicos negros com quem gravou o famoso disco Som, Sangue e Raça, pioneiro na fusão do samba com o funk e soul. O Grupo Abolição foi uma espécie de embrião do movimento Black Rio, pilar do funk carioca. Mais tarde ingressa na “Banda Veneno” do Maestro Erlon Chaves, onde participa de gravações e shows em TV.

Numa nova fase de suas atividades, estudou violão clássico com o Professor Jodacil Damasceno. Estes estudos o levaram à pesquisa musical e permitiram que trabalhasse durante oito anos no Departamento Musical da TV Globo fazendo música incidental para novelas e shows. Ao mesmo tempo tornou-se músico de estúdio gravando com vários artistas de renome como Elza Soares, Emílio Santiago, Nara Leão, Clara Nunes, Chico Buarque, Sivuca, Ney Matogrosso, Alcione, Martinho da Vila, Simone, Leny Andrade, Antonio Adolfo, Azymuth, Ivan Lins, Ivete Sangalo e Roberto Carlos, com quem trabalhou fazendo shows por mais de oito anos, inclusive na Europa e Estados Unidos.

Participou, também, da gravação do disco da cantora americana Dionne Warwick e da trilha sonora de Pocahontas, de Walt Disney, em suas duas versões: a americana e a outra feita para a América Latina. Foi convidado para compor as músicas do curta metragem, “Gurufim na Mangueira” e também foi o responsável pela direção musical. Seguindo a rota dos Festivais de Jazz, apresentou-se com Ivan Lins nos Festivais North Sea Jazz Festival em Dan Hague, Holanda, Jazz a Vienne na França, International Istambul Jazz Festival na Turquia, Royal Festival Hall na Inglaterra, Pescara Jazz na Itália, Monterey Jazz Festival nos Estados Unidos, VI Festival Internacional de Jazz-San Javier na Espanha, Canárias Jazz & Más também na Espanha, Jazz at Manchester Craftsmen’s Guild, Festival Beggins in the Morning nos USA, Latin Jazz Festival em Cancun, 22ª Edição do Festival Internacional em Cuba e na comemoração dos 40 anos da Bossa Nova no Japão. Em parceria com o pianista Fernando Merlino e o baixista Heber Calura (Jacaré) formou o “GRUPO KABALLAH”. Gravaram um disco que foi sucesso de crítica e público, com várias indicações para o Prêmio Sharp de 1992.

CD Passo a Passo

Finalmente, apostando em seu potencial e valendo-se da experiência adquirida ao longo desses anos resolveu gravar seu próprio disco onde se apresenta como compositor, solista e arranjador. Passo a passo é o nome deste CD, um trabalho feito com carinho onde ele tenta resgatar os valores que atribui à Música Instrumental Brasileira, hoje esquecida do grande público. Neste disco foram gravadas apenas três músicas de outros autores. O Trenzinho do Caipira , de Villa Lobos que por si só não precisa de adjetivos, Confins de Ivan Lins, A.Blanc e Vitor Martins ficou simplesmente maravilhosa com esta nova leitura e O Sorriso do Ze, uma homenagem que lhe prestou seu grande amigo Jorjão Carvalho.

Todas as outras são de sua própria lavra. Impossível seria definí-las e dar nomes aos seus ritmos, excetuando -se os sambas, é claro. Passo a passo é a música tema e dá nome ao disco. Seus acordes se repetem várias vezes como se a intenção fosse a de caminhar em círculo, e esta repetição melódica dá a idéia de um passo depois do outro. Para a realização deste trabalho contou com a colaboração de figuras exponenciais da música popular brasileira. Dentre os muitos músicos e amigos que participaram estão presentes Mauro Senise, Cristóvão Bastos, Jorjão Carvalho e Mestre Paulinho que comandou uma belíssima batucada de escola de samba na penúltima faixa. Como diz seu amigo Carlos Lyra no texto de apresentação: - “Ze Carlos é um músico especial. Não é só o homem de vários instrumentos como também o de vários talentos”. Enaltece seu virtuosismo técnico e criatividade artística, e foi textual ao dizer : - “O disco está demais!!!”

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